História da Maçonaria Gaúcha
Desde o início do século passado, existia na
cidade de Pelotas, um desejo de que uma federação
maçônica, com cúpula no Rio de Janeiro, tivesse
suas colunas de sustentação nas capitais dos estados
da federação. Dentro deste princípio, surgiu
no Rio Grande do Sul o Grande Oriente do Estado.
Com o tempo, a fim de superar discrepância
existente, 14 Irmãos de Pelotas apressaram-se a ponderar
a separação do Grande Oriente do Estado a fim de criar
uma nova Potência. Amparados pelo Supremo Conselho do Grau
33 para a Maçonaria dos Estados Unidos do Brasil, pelo Poderoso
Irmão Mário Marinho de Carvalho Behring, com sua intenção
de separar a Maçonaria Simbólica da Maçonaria
Filosófica, a Loja Fraternidade resolveu liderar a criação
da Grande Loja Simbólica do Rio Grande do Sul. Veja resumo
deste movimento no Brasil.
Essa atitude no Rio Grande do Sul teve a felicidade
de receber o apoio significativo das Lojas "Rocha Negra"
de São Gabriel e "Caridade Santanense" de Santana
do Livramento, obedientes ao Grande Oriente do Brasil e a Loja "Amizade"
de Bagé, subordinada ao Grande Oriente do Estado.
As quatro Lojas achavam-se unidas dentro de um
mesmo objetivo, o de implantar no estado as verdadeiras práticas
advindas da exata observação dos preceitos do simbolismo
escocês.
Nada mais natural que tornar efetivo essa união,
tomando providências a respeito. Reunindo-se em Bagé,
no Templo da Loja "Amizade" constituíram a Sereníssima
Grande Loja Simbólica para o Estado do Rio Grande do Sul,
elegendo Pelotas como primeira sede, e provendo os cargos administrativos.
Assim fundou-se, em 8 de janeiro de 1928, correspondendo
aos anseios maçônicos, a Grande Loja Maçônica
do Estado do Rio Grande do Sul. Seu primeiro Grão-Mestre
foi Manoel Serafim Gomes de Freitas da Loja "Fraternidade"
Nº 3. Nasceu, portanto, de um grande amor à família
maçônica Rio-Grandense e de um intenso desejo de confraternização.
Esse amor a alimenta e esse desejo a conforta. |